A sétima diretriz do Desenho Universal para Aprendizagem (DUA) propõe oferecer diferentes formas para que os alunos interajam fisicamente com os materiais, ferramentas e recursos de aprendizagem.
Isso se torna essencial quando consideramos que cada aluno pode ter preferências, necessidades ou limitações motoras que interferem na forma como manipulam objetos, usam o caderno, interagem com dispositivos ou acessam atividades.
Oferecer recursos como tecnologias assistivas, materiais manipuláveis, interfaces adaptadas, variações no uso do corpo e das mãos, entre outros, é uma forma de garantir acessibilidade e equidade, promovendo uma participação ativa e inclusiva de todos os estudantes.
Permita que os alunos respondam com papel e lápis, usando o computador, celular, calculadora ou materiais manipuláveis.
Alunos com limitações motoras podem usar pranchas de comunicação, teclados virtuais, ou comandos por voz (em celulares/tablets).
Utilize plataformas que tenham compatibilidade com leitores de tela, ampliadores ou navegação por teclado.
GeoGebra, Google Forms, Wordwall e Slides podem ser adaptados para alunos com deficiência física ou visual.
Cubos, réguas, figuras geométricas, dobraduras, espelhos, palitos, massinha ou outros recursos táteis ajudam muito na aprendizagem de conteúdos abstratos, como geometria e frações.
Permita que os alunos escolham como interagir com o conteúdo: com o dedo (touch), mouse, teclado, caneta digital ou comandos orais (assistentes virtuais).
Evite tarefas com apenas uma forma fixa de acesso.
Para alunos com mobilidade reduzida ou que usam tecnologias assistivas, ofereça tempo estendido ou flexibilização de etapas.
Organize o espaço da sala para facilitar a circulação, o acesso a materiais e o uso de dispositivos.
Sempre que possível, proponha atividades que envolvam deslocamento, construção ou interação física.
Para alunos com dificuldades de locomoção, adapte a tarefa para o plano da carteira ou com recursos equivalentes.
Pranchetas inclinadas, apoios de punho, lápis grossos ou adaptadores podem facilitar a escrita manual.
Estudantes com baixa coordenação motora se beneficiam muito de ajustes simples como esses.
Wordwall – Oferece atividades interativas (como arrastar palavras, selecionar itens, completar espaços) com diferentes formas de controle motor e tempo ajustável.
Kahoot – Plataforma de quizzes em formato de jogo com placar, tempo e música animada. Ótima para iniciar a aula de forma divertida e interativa.
Read&Write (extensão para navegador) – Ferramenta de acessibilidade com leitura em voz alta, teclado virtual, lupa e controle por voz, facilitando o uso para alunos com dificuldades motoras ou visuais.
Microsoft Immersive Reader (leitor imersivo) – Amplia, destaca e lê em voz alta os textos, com controle por teclado ou mouse. Ajuda alunos com mobilidade reduzida ou dificuldades motoras a acessarem conteúdos textuais.
Touchscreen e comandos por voz (em dispositivos móveis) – A maioria dos aplicativos citados pode ser acessada por comandos de voz, controle ocular (em alguns casos), teclado virtual ou toque — ampliando as possibilidades de acesso físico.
EXEMPLO 1
• Tema: Leitura e interpretação de problemas matemáticos
• Objetivo: Compreender e extrair dados importantes de enunciados
• Aplicação do DUA: O professor utiliza o Microsoft Immersive Reader para apresentar os enunciados com suporte de leitura em voz alta, ampliação do texto, espaçamento ajustável e destaque de palavras. Essa ferramenta permite que alunos com baixa visão ou dificuldades motoras leiam de forma independente, com apoio visual e auditivo no próprio dispositivo.
EXEMPLO 2
• Tema: Operações com números inteiros
• Objetivo: Resolver expressões com adição e subtração de inteiros
• Aplicação do DUA: Os alunos utilizam a plataforma Wordwall para jogar uma atividade interativa de arrastar e combinar expressões com seus respectivos resultados. O jogo oferece diferentes modos (arrastar, múltipla escolha, tempo livre), permitindo que cada aluno escolha como interagir. Para alunos com mobilidade reduzida, é possível usar o modo de toque em tablet ou o teclado para selecionar alternativas com acessibilidade.
A Diretriz 7 nos lembra da importância de oferecer diferentes formas de interação física com os recursos de aprendizagem, reconhecendo que nem todos os alunos acessam os conteúdos da mesma maneira. Flexibilizar a forma de resposta e manipulação é essencial para garantir participação plena e equitativa.