O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta por um padrão persistente de comportamento desafiador, irritável, hostil e provocador, especialmente diante de figuras de autoridade como pais e professores (APA, 2014). As crianças com TOD costumam:
Recusar-se a obedecer regras;
Apresentar explosões de raiva frequentes;
Provocar os outros de maneira intencional;
Ter dificuldade para lidar com frustrações.
Segundo Duran (2023), esses comportamentos não se resumem a simples desobediência, mas envolvem problemas de autorregulação emocional e comportamental, impactando o ambiente escolar, familiar e social.
Estudantes com TOD frequentemente contestam ordens, desafiam figuras de autoridade e recusam atividades propostas.
Diretriz 6 (Autorregulação): desenvolver atividades que ensinem estratégias de controle emocional, com apoio visual e verbal;
Diretriz 5 (Esforço e persistência): oferecer reforços positivos, metas claras e permitir que o aluno tenha pequenas conquistas ao longo do tempo.
“A rebeldia do aluno com TOD não é ‘birra’, mas sinal de um transtorno que precisa ser compreendido e acolhido” (DURAN, 2023, p. 7).
Essas crianças têm reações exageradas a estímulos negativos ou frustrações, o que pode resultar em crises de raiva ou isolamento.
Diretriz 6: criar espaços para o aluno reconhecer e nomear suas emoções (ex: cartazes com carinhas, rodas de conversa);
Diretriz 9 (Funções executivas): ensinar estratégias de enfrentamento (respiração, pausas, antecipação de eventos estressantes).
Alunos com TOD podem ser provocativos com os colegas, ter atitudes agressivas ou evitar cooperação.
Diretriz 4 (Interesse): propor atividades em duplas ou pequenos grupos, incentivando cooperação e empatia com mediação do professor;
Diretriz 8 (Expressão e comunicação): valorizar diferentes formas de expressão (como dramatizações, jogos, criação de histórias em quadrinhos).
Reagem de forma intensa a críticas, interrupções ou mudanças na rotina.
Diretriz 5 (Esforço e persistência): planejar metas possíveis, oferecer feedbacks frequentes e permitir flexibilidade nas tarefas;
Diretriz 7 (Ação física): usar jogos e atividades com movimento como canalizador de energia e autorregulação.
Por serem constantemente repreendidos, tendem a se desmotivar, evitando desafios escolares.
Diretriz 4 (Interesse): utilizar temas de interesse pessoal e dar voz ao aluno na escolha de atividades;
Diretriz 3 (Compreensão): organizar os conteúdos em passos pequenos e com apoio visual ou concreto.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
DURAN, Maria Luci Freire de. Transtorno Opositor Desafiador no Ensino Fundamental: Estratégias e ações de inclusão. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Psicologia) – Centro Universitário Christus – Unichristus, Fortaleza, 2023.
LAUNÉ, Rogson Barra; RODRIGUES, Adrielly Naiara; OTTONI, Rúbia Corrêa. Dificuldades de ensino e aprendizagem e inclusão de alunos com Transtorno Opositivo Desafiador na escola. Revista Diálogos Interdisciplinares – GEPFIP, Aquidauana, v. 1, n. 17, fev. 2025.