A Deficiência Física (DF) é caracterizada por alterações completas ou parciais do aparelho locomotor, podendo envolver comprometimentos de origem neurológica, muscular, osteoarticular ou traumática, com impacto na mobilidade, postura, coordenação e comunicação motora (BRASIL, 2006; BISOL et al., 2018).
A condição pode ser congênita ou adquirida e apresenta grande variedade de manifestações — desde dificuldades leves na locomoção até quadros severos que exigem o uso de cadeira de rodas ou comunicação alternativa.
Além disso, como destacam Ghedini et al. (2010), essas limitações não afetam necessariamente a cognição, mas podem limitar a participação do estudante nos ambientes escolares, principalmente quando não há adaptações físicas, pedagógicas e tecnológicas adequadas.
Barreiras arquitetônicas como escadas, salas apertadas ou distantes, e falta de acessibilidade impedem a participação plena.
Diretriz 7 (Ação física): promover ambientes acessíveis e permitir diferentes formas de resposta (oral, digital, gestual);
Diretriz 1 (Percepção): garantir que a informação seja acessível, mesmo que o aluno não consiga se mover até um determinado local.
Alunos com deficiência física podem precisar de cadeiras especiais, mesas com altura regulável, teclados adaptados ou materiais concretos.
Diretriz 3 (Compreensão): apresentar os conteúdos com recursos manipulativos e atividades que respeitem o tempo e o alcance motor do aluno;
Diretriz 9 (Funções executivas): oferecer organizadores gráficos e apoio visual para execução de tarefas com autonomia.
Em situações de paralisia cerebral ou lesões neuromotoras severas, a fala pode ser afetada.
Diretriz 2 (Linguagem e símbolos): usar comunicação alternativa, aplicativos de voz, imagens, gestos e recursos audiovisuais;
Diretriz 8 (Expressão e comunicação): permitir formas alternativas de demonstrar o que sabe (áudio, vídeo, dramatizações).
A execução de tarefas pode demandar mais tempo, mas o aluno pode compreender plenamente o conteúdo.
Diretriz 5 (Esforço e persistência): oferecer tempo extra, dividir as tarefas e valorizar os avanços;
Diretriz 6 (Autorregulação): ensinar estratégias para que o próprio aluno administre seu tempo e peça apoio quando necessário.
Alguns alunos precisam de ajuda para locomoção, higiene ou organização.
Diretriz 4 (Interesse): propor atividades significativas e interativas, adaptadas às possibilidades físicas do estudante;
Diretriz 6 (Autorregulação): promover a autonomia possível e incluir o aluno como protagonista das próprias escolhas.
“A deficiência física não incapacita a aprendizagem, mas desafia a escola a adaptar-se para garantir equidade de oportunidades” (GHEDINI et al., 2010, p. 6).
BISOL, Cláudia Alquati et al. Desafios para a inclusão de estudantes com deficiência física: uma revisão de literatura. Conjectura: Filosofia e Educação, Caxias do Sul, v. 23, n. 3, p. 601–619, 2018. Disponível em: https://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura. Acesso em: 24 mar. 2025.
GHEDINI, Lívia Santos Lara; MANCINI, Marisa Cotta; BRANDÃO, Marina de Brito. Participação de alunos com deficiência física no contexto da escola regular: revisão de literatura. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 21, n. 1, p. 1–9, jan./abr. 2010. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rto/article/view/313153445009. Acesso em: 24 mar. 2025.